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Junta de Freguesia de Sortelha
 
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Castelo de SortelhaSortelha é a mais bela das aldeias históricas do distrito da Guarda. Sortelha, no Sabugal, é um minúsculo povoado de traça medieval, empoleirado numa encosta de grande altura, donde se avistam, a partir das suas muralhas, muitos dos castelos da raia. Tirando um modesto pelourinho, não há na pequena aldeia nem monumentos nem vestígios de passado fidalgo - só a singeleza das suas casas de pastor,, muitas das quais arruinadas. Os anos que não foram generosos - economicamente pelo menos - para Sortelha, tiveram pelo menos o efeito de afastar do interior do perímetro das muralhas as casas apalhaçadas e outros luxos das décadas de 60 e 70. As minúsculas casas de granito que se espalham por uma calçada irregular, sem pingo de alcatrão, oferecem por isso uma visão única. A paisagem humana é, também, desértica. Alguns, poucos, velhos, habitam o interior das muralhas. O resto são casas de férias recuperadas e fechadas a maior parte do ano. Todavia, é possível alugar algumas destas casas para passar uns dias, e em matéria de comeres a aldeia não trai as tradições beirãs: enchidos regionais, ensopado de javali ou cabrito, no restaurante local, prometem satisfazer os mais exigentes. De todas as aldeias históricas, Sortelha será provavelmente a que melhor escapou à voragem do tempo. Nos próximos anos se verá como resiste ao turismo.

Castelo de SortelhaA ocupação desta região teve início no século XII - XIII. A sua localização privilegiada resulta de uma opção estratégica, por forma a dominar toda a região envolvente.

Ao longo dos séculos a estrutura defensiva sofreu diversas reparações e melhoramentos. D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel foram os impulsionadores destes melhoramentos, tendo este último concedido o foral a Sortelha e construiu o pelourinho.

 

Património Arquitectónico:

 

Castelo de SortelhaCastelo - O Castelo é considerado monumento nacional desde 1910 - DL. de 16/6/1910 - sofreu obras de renovação, cerca de 1228, reinado de D. Sancho II, e posteriormente foi remodelado nos reinados de D. Dinis, de D. Fernando e de D. Manuel e ainda em 1640. Dentro das suas muralhas tudo se organiza em torno da rua principal, a Rua da Fonte e a Rua Direita que ligam a Porta da Vila à Porta Nova. Salientam-se ainda o Largo do Corro e o Largo do Pelourinho. Situado no ponto mais alto sabranceiro ao vale, exerceu a função defensiva. Era o pólo exclusivamente militar, bem acentuado pela Torre de Menagem.

No interior do castelo pode ver-se a Cisterna, e uma Porta Falsa. A circundá-lo, o perímetro amuralhado, em forma oval, onde se estabeleceu a população mais antiga. Este espaço fechado comunicava com o exterior através da Porta da Vila (a este), da Porta Nova (a Oeste) e da Porta Falsa (a Noroeste). A sua origem está efectivamente rodeada de lendas, na sua maioria relacionadas com bruxas.

A porta de acesso à cidadela é protegida por mata-cães e exibe o escudo, coroa real e esferas armilares. Lateralmente a esta observa-se outra porta falsa em arco de ferradura, possui seteiras cruciformes. Pode-se ver a Torre de Menagem de planta quadrada no seu interior. Os afloramentos graníticos funcionam como contrafortes naturais.

Igreja Matriz – Igreja da Senhora das Neves, situada no centro da freguesia, com Torre Sineira, tem uma inscrição na porta principal, segundo a qual terá sido construída em 1273, embora haja quem opine que foi construída no séc. XIV. Tem cinco altares, sendo o altar-mor uma preciosa obra em talha. O tecto é mudéjar. Dedicada a Nossa Senhora das Neves, esta igreja renascentista sofreu profundas alterações ao longo dos séculos. Igreja Matriz

Igreja da Misericórdia - Parece ter sido outrora a matriz da Vila.

Igreja de Santa Rita - Saíndo pela Porta Nova do Castelo, encontra-se esta Igreja, assim chamada pelo povo, embora conste, nas Memórias Paroquiais, como Capela de S. João.

Pelourinho – Datado do século XVI, possui elementos decorativos da época manuelina e está considerado Imóvel de Interesse Público.

Casas Senhorias:

- Casa do Vento que Soa – Situada entre a rua da Fontinha e a rua do Cofre. É dos sécs. XVI/XVII.
- Casa Setecentista – Do séc. XVII.
- Casa dos Falcões – Do séc. XVI.
- Casa do Escrivão da Câmara – Hoje pertence à família Pina Ferraz.
- Casa Número Um – A denominação deve-se a uma inscrição que apresenta numa das suas portas.
- Casa das Almas – Aqui eram recebidas as dádivas para os necessitados. Compreende um conjunto de quatro edifícios.
- Casa do Juíz – Conjunto de casas conhecido por “Casas do Campanário”, dos sécs. XVI/XVII.
- Casa da Câmara e Cadeia – Do séc. XVI, onde hoje funciona a Escola Primária.
- Casa da Vila – Construção do séc. XVI/XVII, tem dois pisos.
- Casa do Governador – Funciona hoje aqui o Posto de Turismo. Data de 1645.
- Casa Árabe – Atribui-se ao período de ocupação árabe (séc. VIII).
- Casa Quinhentista – Na rua da Fonte, apresenta motivos decorativos nas suas
cantarias.

Capelas:

- Capela de S. Tiago, junto ao cemitério.
- Capela de Santa Catarina.
- Capela da Senhora da Conceição.
- Capela de São Sebastião: Encontra-se isolada no caminho que nos conduz ao núcleo amuralhado. Com uma planta longitudinal simples, apresenta na fachada principal um portal em arco pleno. No seu interior podemos observar um retábulo em talha pintada, sendo o pavimento e o tecto forrados a madeira.
- Capela de São Francisco.
- Capela da Senhora de Fátima.
- Capela da Senhora do Desterro.

Fontes:

- Fonte de Mergulho – Situa-se na rua da Fonte. É da época medieval ou quinhentista. Esta fonte tem degraus, e dali parte um túnel que comunica com o exterior das muralhas.
- Fonte da Azenha.

Calçada Medieval - Ligava Ribeira da Cal ao Casteleiro.

Passos da Via Sacra - O conjunto é constituído por cinco passos espalhados pela povoação. Decorados com motivos barrocos - nicho de lintel recto, coroamento com volutas, rosetas, triângulos e lintel saliente - assemelham-se a uma cornija.

 
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