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VALE A PENA VISITAR ...
A cidadela fica fora do perímetro amuralhado, a sul deste, com uma torre de menagem, de planta quadrada, no centro do recinto. Exibe apenas uma abertura a sul (portal de arco de volta perfeita), três seteiras e merlões rectangulares. Possui ainda duas portas: a Porta do Castelo e a Porta Falsa. A primeira apresenta balcão mata-cães e, ao lado, as armas reais de D. Manuel I com esferas armilares. Tradicionalmente este balcão é apelidado de Varanda de Pilatos. O perímetro amuralhado da vila apresenta um traçado ovalado irregular. A muralha assenta, em vários locais, directamente no afloramento rochoso e não possui merlões. Apresenta quatro portas que permitiam fazer a ligação com o exterior: Porta da Vila ou Porta do Concelho, Porta Nova, Porta Falsa e outra Porta Falsa junto ao castelo. Existe ainda uma outra torre, a Torre do Facho, de planta quadrada, desprovida de vãos. Entre as particularidades do castelo destacamos a ausência de merlões nas muralhas, o torreão de planta circular sobre o adarve, portas com arco quebrado, outras de volta perfeita e a "vara" ou "côvado" (medidas padrão) na Porta Nova. Estas antigas medidas medievais, a "vara" e o "côvado", foram aí mandadas colocar pelo rei. Tinham como função servir de marcas de aferição para as feiras que aqui se realizavam.
Em termos de património religioso edificado encontramos algum que vale a pena ser visitado: Passos da Via Sacra, a Igreja Matriz, a Capela de São Sebastião, a Capela de Santiago e as Ruínas da Igreja da Misericórdia / Igreja de Santa Rita ou São João. No século XVIII, mais especificamente em 1742, foram edificados Passos da Via Sacra com motivos decorativos de influência barroca: nicho de lintel recto, coroamento com volutas, rosetas, triângulos e lintel saliente, muito semelhante a uma cornija. O conjunto é constituído por cinco passos, semelhantes entre si, espalhados pela povoação, sempre adossados a paredes: a Capela de São Sebastião, pano de muralha na Porta da Vila, entrada do castelo no Largo do Pelourinho, cabeceira da Igreja Matriz e outro junto à Porta Falsa, na Rua Dá Mesquita.
Embora, actualmente, o que podemos observar corresponda a uma igreja renascentista, a sua construção poderá datar do século XVI, uma vez que no portal possui a data de "1573". Foi Vigaria do padroado real e Comenda da Ordem de Cristo. Ao longo dos séculos sofreu profundas alterações. Possui uma planta longitudinal, uma única nave, cornija e gárgulas de canhão. O portal principal é caracterizado por arco pleno, pilastras caneladas, capitel de inspiração jónica e esferas armilares. No interior da capela-mor podemos observar um tecto mudéjar. Saliente-se, ainda, o púlpito renascentista, retábulos de estilo renascentista, maneirista, nacional e joanino, um baixo-relevo na fachada principal e a pia baptismal assente sobre três degraus. Na parede lateral da capela-mor existe uma imagem gótica de Nossa Senhora das Neves com o menino ao colo. A cabeça desta imagem foi decepada, segundo diz a lenda, por um soldado napoleónico que se queria certificar se a imagem seria de ouro. No seu interior podemos observar um retábulo ecléctico, em talha pintada e o pavimento e o tecto forrados a madeira. Na fachada principal encontra-se adossado um passo da Via Sacra e uma alminha. A Capela de Santiago é um exemplar do século XVI (atribuição conjectural) e apresenta planta longitudinal simples, portal em arco pleno e retábulo composto por fragmentos de talha dourada de influência renascentista: duas colunas salmónicas, decoração vegeta lista e cabeças de anjo. A Igreja da Misericórdia (Igreja de Santa Rita ou de São João) é uma edificação do século XIV e fica localizada fora do perímetro amuralhado, junto à Porta Nova da Vila, próxima do antigo Hospital da Misericórdia, da Capela de Santiago e de um troço de calçada medieval. Apresenta uma planta longitudinal, nave única e rectangular. O portal principal é em arco abatido, encimado por duas janelas de lintel recto. O arco triunfal é de volta inteira. Actualmente não possui cobertura. Encontra-se em ruína, mas é possível verificar a base do púlpito decorada com voluta e motivo antropomórfico medieval. Sabemos que em 1320 foi taxada em 70 libras, como Igreja de São João. A Igreja da Misericórdia foi transferida para este edifício em 1626. A atribuição do nome de Santa Rita a este templo relaciona-se, possivelmente, com a grande devoção da população a esta santa e a existência de uma imagem da mesma num dos altares da igreja. As habitações do interior das muralhas são tipicamente beirãs, havendo uma distinção funcional entre os dois pisos que as compõem e um balcão ou escada com patamar. O alpendre é raro. |